Carlos Clara Gomes, Cantautor, Compositor, Dramaturgo, Romancista, Poeta (dizem).
Não sei bem o que sou ao certo mas confio que um dia descobrirei.
Comecei a fazer Teatro (música para Teatro) em 1971; Três anos mais tarde, em 1974, iniciei caminho como Cantautor. Vivia-se uma Revolução e resolvi abraçá-la mal descobri que a Música tem mais do que três acordes, nunca tendo desistido dessa quimera. Nem da Revolução nem da demanda de mais acordes.
Munido do quarto acorde, abandonei o Rock numa época em que ele já começava a aburguesar-se. Ou a transformar-se num falso enfant térrible.
A Arte pela arte é coisa que não me interessa, bem como os debates concernentes a esse conflito. Interessa-me, isso sim, a Arte por outra coisa maior, uma outra coisa que nos transcenda a todos. Por uma entidade chamada Humanidade.
Co-fundei vários colectivos de Música ou Teatro. Ou as duas coisas. E algumas Associações com interesses diversos: desde a Arqueologia até ao Aeromodelismo.
Escrevi Canções, Poesia, Teatro, Romance, Ensaio, Libretos de Óperas Populares. Até Rádio escrevi. Mas li sempre mais do que escrevi.
Criei umas coisitas para a ACERT, para o Teatro de Montemuro, para o Cénico de S. Pedro do Sul, para o Nicho, para a Barraca, para o Entre Tanto Teatro, para a Companhia DeMente, para os Filhos do Nada, para a N-16, para o Laboratório de Palco de Sever do Vouga, para uns vikings da Islândia chamados Womb of Creation, para uns herdeiros de Kérouac chamados The Literary Renaissance.
Tropecei acidentalmente numa banda do Nordeste do Brasil de quem eu era fã desde os meus 15 anos e que eu julgava que se tinham extinguido. Chamam-se Quinteto Violado e queriam conversar comigo no fim de um concerto do grupo que eu integrava no Teatro do Parque, em Recife. Foi um dos episódios da minha vida que me deixou bem vaidoso.